domingo, 22 de fevereiro de 2026

 

Nas ruas onde a luz se recusa a deitar,

o asfalto é o leito de quem parou de sonhar.

Entre dreads desbotados e o frio que consome,

o silêncio é o único que sabe o seu nome.

Poetas malditos, sem voz e sem chão,

escrevem a angústia na palma da mão.

Nos bares vazios, o copo é o espelho

de um mundo que morre num brilho vermelho.

​As drogas são o ópio de quem já partiu,

um vácuo profundo que o peito sentiu.

Vidas malfadadas, espectros da dor,

sob o peso de um tempo que perdeu o valor.

Sentimentos perdidos, cinzas no ar,

nada resta além do cansaço de estar.

A cidade é um túmulo de concreto e metal,

onde o fim é a única saída real.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Labirinto de pele

 



Labirinto de Pele

​As roupas caem como obstáculos vencidos,

revelando o mapa que meus lábios querem ler.

Estar sem roupa diante de ti não é nudez,

é o descaramento da carne querendo se pertencer.

​Teu corpo é o altar, a minha cama é o templo,

onde o ritmo acelera e o fôlego se perde.

Sinto o calor que emana, o suor que escorre,

na busca faminta por tudo o que nos morde.

​Mergulho em ti, no centro desse incêndio,

onde o amor se faz em espasmos e gemidos.

Nossos corpos se atam, em nós cegos e urgentes,

escravos de um prazer que nos deixa descrentes.

​E no ápice do toque, onde a pele se funde,

minha alma invade a tua sem pedir licença.

Não somos dois, somos um único vendaval,

no erotismo sagrado de um desejo visceral.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Ruas desertas

 Entre ruas desertas, a solidão a vagar,

Na porta do bar, o eco do passar.

Velhos sonhos perdidos, sem encontrar lar,

Almas destrocadas, a se lamentar.


No silêncio das noites, a tristeza a espreitar,

Entre copos vazios, memórias a recordar.

Caminhos tortuosos, difícil de encarar,

Mas na escuridão, a luz a brilhar.


Em cada esquina, uma nova jornada a começar,

A esperança renasce, pronta para caminhar.

Ruas desertas testemunham a transformação,

E as almas destrocadas encontram redenção.


Noites de solidão

 Noite de Solidão


Noite silenciosa, o céu a cobrir,

Solidão que abraça, difícil de fugir.

Fotografias guardam risos e dor,

Memórias de almas, um eco de amor.


Ruas sem vida, sombras a passear,

Passos perdidos, sem um lar pra voltar.

As estrelas miram, distante, a flutuar,

Enquanto minha alma busca um lugar pra ficar.


Neste silêncio profundo, um grito latente,

De almas perdidas, um clamor insistente.

A noite se estende, parte do meu ser,

Mas nessa solidão, eu a


prendo a viver.

Ruas desertas

 Ruas Desertas


Ruas desertas, ecoam passos perdidos,  

Na sombra das almas, destinos esquecidos.  

Putas vividas, histórias a contar,  

Entre risos e lágrimas, a vida a vagar.


Vida sem rumo, o azar em cada esquina,  

Putos a roubar, na dança da ruína.  

Traficar sonhos, consumir a ilusão,  

Um ciclo sem fim, sem redenção.


Sou alma sem corpo, vagando no ar,  

Amor ausente, sem lugar para amar.  

No silêncio da noite, a cidade a gritar,  

Entre sombras e luzes, o coração a pulsar.


terça-feira, 28 de janeiro de 2025

 Es Linda**


Es linda, em cada passo que dá,  

Coração cheio, pulsando de amor,  

Ruas desertas, ecoam seu olhar,  

Amores proibidos, segredos de dor.  


Luares ardentes, iluminam a noite,  

Refletem seus sonhos em cada esquina,  

Sussurros de almas que buscam o açoite,  

De um amor que, nas sombras, se destina.  


E ao caminhar sob o céu estrelado,  

O mundo a observa, mas só você vê,  

As promessas de um amor apaixonado,  

Que floresce em silêncio, como um amanhecer.  


Nesta dança entre o certo e o incerto,  

Es linda, e o amor é seu destino,  

Nos versos da vida, um poema eterno,  

Escritos nas estrelas, num doce desatino.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Vida

 No caderno onde escrevo sonhos,  

A caneta dança, traçando amores,  

Entre linhas de solidão e anseios,  

Desenho o que o coração não tem temores.  


Amor, doce luz que ilumina a alma,  

Mesmo na solidão, em silêncios profundos,  

Teus ecos ressoam, trazendo calma,  

E nos cadernos, guardo nossos mundos.  


A solidão é só um pano de fundo,  

Onde os sonhos ganham vida e cor,  

Na caneta, a essência do profundo,  

E em cada verso, renasce o amor.  


Assim, entre as páginas da existência,  

Escrevo e reescrevo, em eterna criação,  

Numa dança de sentimentos e consciência,  

O amor, a solidão, e a vida em canção.  

domingo, 24 de novembro de 2019


Todos os poemas são de amor, todos
menos os que não são e esses de amor
são pois ao amor não se referem e isso
é amor também.

Nenhuma glória é sua se de amor não
viver seu coração ou sua cabeça ou
seu olhar ou seu chorar ou seu andar
descalço no chão.

Porque o chão também é amor e a
poeira que por amor é calcada ou
o vento que por amor é bajulado
ou esquecido no ar.

Todos os poemas são de amor, todos
menos este que fala de amor como se
de amor dependesse o viver de quem
é amor também.

sábado, 21 de setembro de 2019

És deusa

És Deusa, És Mulher

Ès linda, oh mulher, inspiração,
Diante, tua foto, tua imagem,
Que faz com que o poeta, em adoração,
Exalte-a qual uma deusa,  uma miragem.

Teu rosto, encoberto, uma parte,
Por óculos escuros  e cabelos,
Sorriso bem aberto em sua face,
Os seios, os imagino, com desvelo

São lindos e destaques em teu corpo,
Um corpo sensual e bronzeado,
Que tens para ser, sempre, admirado,

Produz a tua imagem um  conforto,
E, ao ver em tua foto o teu vulto,
Tão belo, logo a ele, verso em cul