As roupas caem como obstáculos vencidos,
revelando o mapa que meus lábios querem ler.
Estar sem roupa diante de ti não é nudez,
é o descaramento da carne querendo se pertencer.
Teu corpo é o altar, a minha cama é o templo,
onde o ritmo acelera e o fôlego se perde.
Sinto o calor que emana, o suor que escorre,
na busca faminta por tudo o que nos morde.
Mergulho em ti, no centro desse incêndio,
onde o amor se faz em espasmos e gemidos.
Nossos corpos se atam, em nós cegos e urgentes,
escravos de um prazer que nos deixa descrentes.
E no ápice do toque, onde a pele se funde,
minha alma invade a tua sem pedir licença.
Não somos dois, somos um único vendaval,
no erotismo sagrado de um desejo visceral.