terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Labirinto de pele

 



Labirinto de Pele

​As roupas caem como obstáculos vencidos,

revelando o mapa que meus lábios querem ler.

Estar sem roupa diante de ti não é nudez,

é o descaramento da carne querendo se pertencer.

​Teu corpo é o altar, a minha cama é o templo,

onde o ritmo acelera e o fôlego se perde.

Sinto o calor que emana, o suor que escorre,

na busca faminta por tudo o que nos morde.

​Mergulho em ti, no centro desse incêndio,

onde o amor se faz em espasmos e gemidos.

Nossos corpos se atam, em nós cegos e urgentes,

escravos de um prazer que nos deixa descrentes.

​E no ápice do toque, onde a pele se funde,

minha alma invade a tua sem pedir licença.

Não somos dois, somos um único vendaval,

no erotismo sagrado de um desejo visceral.