terça-feira, 14 de abril de 2026

 

O Alforge do Tempo





Nas dobras do tempo, guardamos o que foi,

Momentos que o vento não leva daqui,

A infância descalça, o sonho que flui,

A paz de ser livre, o que eu já vivi.

​Lembro da pressa de querer crescer,

Sem responsabilidades, o mundo era o quintal,

Amizades eternas, juras de nunca esquecer,

Riso de criança, puro e vital.

​A adolescência chegou como um vendaval,

Descobertas intensas, o peito a arder,

Onde o abraço era o bem principal,

E o tempo era algo que se podia perder.

​Hoje, no corpo de adulto, a rotina consome,

Mas a memória é o porto onde o coração mora,

O sentimento de saudade aperta, mas não nos some,

Trazendo o perfume de uma antiga aurora.

​Pois ser para sempre jovem não é questão de idade,

É manter o brilho e a leveza no olhar,

É levar no peito essa doce verdade,

E nunca deixar a criança parar de sonhar.